Contagem regressiva

Domingo, 5 de Julho de 2009

SENADO LADEIRA ABAIXO


Senado ladeira abaixo

Aliança entre o coronelismo e grupos emergentes aventureiros dilui chance de punição à corrupção


Anestesiada a polaridade entre o que somos e aquilo que deveríamos ser, tudo se iguala por baixo; nessa toada, seremos uma sociedade de classe média média, mixa

JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI
COLUNISTA DA FOLHA

Não se trata de mais um caso exemplificando a costumeira corrupção das instituições políticas, ainda que em proporções nunca vistas. É preciso atentar para o caráter específico desta crise do Senado e o perigo que ela traz para a democracia brasileira.
Desde a Antiguidade os filósofos têm refletido sobre a difícil relação entre moralidade e política. Alguns costumam identificar entre elas uma zona cinzenta, quando se torna difícil discriminar se tal ato é moral ou imoral. Somente o tempo, depois que as consequências da ação se solidificaram, permite avaliação final.
Na medida em que a verdadeira política chega a inventar novas formas de vida, é o sucesso ou insucesso da nova iniciativa que termina servindo de critério. Até quando, por exemplo, se devem aturar os desmandos do rei? Quando é legítimo pegar armas contra ele?
Obviamente esses casos são raros e, para que a exceção não destrua a normalidade do jogo político, existe um balanceamento que compensa o ato amoral: se ele for pego e causar escândalo, o amoralista se converte em transgressor e, portanto, deve ser punido. Noutras palavras, o político inovador assume riscos quando pretende que sua ação se converta num ato original.
Ao emperrar esse processo de punição, a política tende para a imoralidade. Como isso está operando no jogo político brasileiro? Costurou-se uma aliança muito especial entre o velho coronelismo e grupos emergentes aventureiros, que embota a oposição entre aliados e adversários, todos os protagonistas sendo jogados no mesmo caldeirão. Se todos estão mais ou menos comprometidos, diminuem sensivelmente os riscos da punição prevista.

Perpetuação
Os velhos coronéis não estavam acima da lei porque eram a lei. Nada mais natural, portanto, que seus familiares e afilhados participassem das benesses do poder. A partir do momento em que se reforça o Estado de Direito, o nepotismo precisa ser secreto, fora das luzes da opinião pública. Mas isso só é possível se o arco de alianças calar importantes parcelas das oposições.
Ele começou a ser tecido já no governo de Fernando Henrique Cardoso, com a aliança entre PFL e PSDB, quando a esquerda social-democrata veio para o centro, mas se aprofundou e se intensificou com o governo Lula. O PT veio para o centro, carreando novos afilhados para os focos de poder.
Não só aumenta a quantidade de políticos iniciantes, mas igualmente membros dos partidos aliados, líderes sociais e sindicais passam a morder os fundos públicos em nome de uma nova política social.
Seja no "mensalão", seja no "senadão", sempre notamos o exercício de práticas ilegais submersas, que somente vêm à tona quando a aliança se fende, ou porque as benesses foram mal distribuídas, prometidas e não cumpridas, ou ainda porque parte da burocracia se vê preterida.
O prato está feito para a imprensa, que, fazendo notícia do deslize, trata de pôr a boca no trombone. O que resta da opinião pública toma partido, mas não é por isso que as transgressões são devidamente punidas.
A oposição chia. Mas uma parte, não podendo chocar-se com a grande aliança porque está parcialmente comprometida no conluio ou depende do poder central para realizar suas obras, eleva o tom de seu discurso, mas termina topando uma punição simbólica.
Outra, à margem do aparelho do Estado, grita mais alto, mas lhe falta base social para forçar o processo punitivo. Elegem-se, então, bodes expiatórios, a imprensa se regozija, mas logo passa para outro escândalo, e os políticos tratam então de cuidar de seus respectivos jardins.
E o presidente da República, sempre de olho na lisura do caldeirão da aliança, quando pode nega a fenda, pois nada sabe ou nada viu, mas, quando é obrigado a reconhecê-la, é para diminuir a gravidade da transgressão. Aloprados ou um ex-presidente e senador trino não podem ser julgados pelo mesmo padrão moral aplicado ao comum dos mortais.

Caldeirão do bem e do mal
Como é possível que um presidente da República deixe de encarnar os parâmetros da moralidade? A etiqueta que o cerca, essa pequena ética, não serve para ressaltar sua soberania, sua capacidade de estar além do jogo das partes e assim decidir em nome da nação como ela deveria ser?
Houve tempos em que se pensava que o rei tinha dois corpos, aquele natural, onde morava, e aquele outro assentado no Parlamento. Quando o primeiro deixava de corresponder às normas do segundo, nada era mais legítimo do que lhe cortar a cabeça.
No Brasil, os interesses políticos do presidente se costuraram de tal modo, foram de tal modo cozidos, que toda alteridade importante passou a fazer parte do caldeirão do poder. Se o bem e o mal foram nele jogados, nada mais natural que o próprio presidente da República dispense a dignidade normativa de seu cargo. E, sendo o chefe leniente, todos os subordinados estão autorizados a sê-lo ainda mais.
Macunaíma chegou ao poder. Manteve, em termos gerais, a tão criticada política econômica desenhada nos governos anteriores; navegou sobranceiro nas ondas da bonança internacional e equilibrou assistencialismo necessário e devoção ao capital financeiro.
Mas, sobretudo, passou a representar a aspiração geral da sociedade brasileira no sentido de integrar as massas numa sociedade de consumo, mas deixando à margem os ideais de justiça social duradoura e consciência de si.
Anestesiada a polaridade entre aquilo que somos e aquilo que deveríamos ser, a sociedade inteira passa a ser igualada por baixo. Na toada desse processo, seremos uma sociedade de classe média média, mixa.
Como resistir a tudo isso?
Por enquanto, deixando de votar em político carimbado, em particular recusando a aliança espúria entre o político que tem votos e o suplente que financia a eleição.


JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI é professor emérito da USP e pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento. Escreve na seção "Autores", do Mais!.

DEDICO ESTE POST DE ALMEIDA JR AO AMIGO OROZIMBO DE PAULA FILHO

MAGNÍFICO ARTIGO DO FERREIRA GULLAR

Um modo novo de encher a barriga


FERREIRA GULLAR
da FSP


Ter filhos se tornou, no Brasil do Lula, um modo fácil de aumentar a renda familiar

CARISMA, CAPACIDADE de conquistar a confiança e o voto do eleitor é uma coisa; capacidade de governar, administrar, é outra. Esse é um dos percalços do regime democrático: a possibilidade de eleger-se um candidato carismático, que ganha a simpatia do eleitor, mas que não é um administrador competente ou não é honesto ou não tem gosto pela tarefa administrativa. Dependendo de alguns fatores conjunturais ou da habilidade desse personagem, pode ele se manter no poder por anos a fio, fazendo da preservação de sua imagem e da confiança do eleitor, sua tarefa precípua. Caso as circunstâncias o favoreçam, essa capacidade inescrupulosa de manipular a boa fé do povão pode gerar consequências altamente negativas para a sociedade, que terá sérias dificuldades para evitá-lo.
Esse tipo de líder surge, com maior frequência, em países onde a desigualdade social é mais acentuada, o que propicia o uso de medidas assistencialistas e demagógicas, que lhe garantem a popularidade e os votos. Certamente, atender a necessidades vitais da população carente tem seu lado positivo, desde que seja feito em caráter emergencial, seguido de medidas visando inserir o cidadão no mercado de trabalho, em vez de mantê-lo como um indigente que vive às custas do governo.
Como essa reconquista da autonomia do desempregado não interessa ao líder populista, a tendência é ampliar e manter os programas assistencialistas como investimento a fundo perdido, em prejuízo do crescimento econômico, da ampliação do mercado de trabalho e do progresso social.
O programa assistencialista, como toda intervenção no processo social, pode ter aspectos positivos e negativos. Os positivos, sabemos quais são; os negativos, às vezes, nos surpreendem, ainda que, se nos detemos a refletir, veremos que são quase inevitáveis. Tomemos como exemplo o programa Bolsa Família, que nasceu para servir politicamente ao presidente Lula. Isso ficou evidente, desde o início, quando ele mandou fundir os programas Bolsa Alimentação e Bolsa Escola, para fazer de conta que um programa novo estava sendo criado pelo seu governo.
Pouco lhe importou o fato de que a fusão dos dois programas, com objetivos essencialmente diferentes, prejudicaria a execução de ambos e dificultaria sua fiscalização. O resultado previsível não se fez esperar: parentes de prefeitos, de vereadores e deputados passaram a receber os benefícios a que não tinham direito nem deles necessitavam. Mas a coisa não parou aí: a engenhosidade popular pôs-se logo a serviço dos oportunistas. Hoje, à exceção talvez do governo, todo mundo sabe o que ocorre com o Bolsa Família, que abrange nada menos de 40 milhões de pessoas.
Inventaram-se os mais diversos modos de burlar as normas que o regem, chegando-se ao ponto de, quando o beneficiado pelo programa consegue um emprego, pede ao patrão que não lhe assine a carteira de trabalho, para que possa, assim, fazer de conta que continua desempregado. Vejam vocês a que leva esse tipo de ajuda demagógica, quando sabemos que ter a sua carteira de trabalho assinada pelo patrão sempre foi uma aspiração de todo trabalhador. A carteira assinada é imprescindível para comprovar o tempo de serviço e garantir a aposentadoria.
Aqueles, porém, que abrem mão disso, estão certos de que o Bolsa Família os sustentará pelo resto da vida, sendo, portanto, desnecessário aposentar-se. É como se já estivessem aposentados, uma vez que ganham sem trabalhar.
Um conhecido meu, que cria algumas cabeças de gado, contou-me que o vaqueiro de sua fazenda separou-se aparentemente da mulher (com quem tinha três filhos) para que ela pudesse receber a ajuda do Bolsa Família, como mãe solteira e sem emprego.
Ao mesmo tempo, embora já tivesse decidido não ter mais filhos, além dos que já tinham, mudaram de ideia e passaram a ter um filho por ano, de modo que a filharada, de três já passou para sete, sem contar o novo que já está na barriga.
Esse procedimento se generaliza. Um médico que atende num hospital público aqui do Rio, declarou na televisão que uma jovem senhora, depois de sucessivos partos, teve que amarrar as trompas. Com medo de morrer, aceitou a sugestão do médico, mas lamentou: "É pena, porque vou perder os R$ 150 do Bolsa Família". Pois é, ter filhos se tornou, no Brasil do Lula, um modo fácil de aumentar a renda familiar.
Em breve, o número de carentes duplicará e o dispêndio com o programa, também.
O Brasil precisa urgentemente de um estadista.

O DIA 05 DE JULHO NA HISTÓRIA



05 de JULHO de 1951

William Shockley inventou o transistor

William Bradford Shockley, foi um físico estadounidense, galardoado com o Prêmio Nóbel de Física em 1956. Inventou o transistor de união o 5 de Julho de 1951 (dispositivo electrônico semiconductor que cumpre funções de amplificador, oscilador, conmutador ou rectificador. Actualmente encontra-lhos em todos os enseres domésticos de uso diário: rádios, televisões, gravadores, aparelhos reproductores de audio e vídeo, fornos de microondas, lavadoras, automóveis, equipas de referigeração, alarmes, relógios de cuarzo, computadores, calculadoras, impresoras, lustres fluorescentes, equipas de raios X, tomógrafos, ecógrafos, aparelhos reproductores mp3, telemóveis, etc.).No final de 1960, Shockley realizou umas controvertidas declarações a respeito das diferenças intelectuais entre as raças, defendendo que os teste de inteligência mostravam um factor genético na capacidade intelectual. Criou seus próprios laboratórios em Califórnia, mas sua forma de levar a empresa provocou que oito de seus pesquisadores em 1957 abandonassem a companhia. Entre eles estavam Robert Noyce e Gordon Moore quem mais tarde criaram Intel (empresa multinacional que fabrica microprocesadores, circuitos integrados especializados tais como circuitos integrados auxiliares para placas baseie de computador e outros dispositivos electrônicos).




05/07/1962
Depois de negociar com grevistas, o Presidente Jango sanciona a Lei do 13º salário.
05/07/1959
Suharto passa a deter poder absoluto na Indonésia.

05/07/1946
O estilista francês Louis Reard lança o biquíni, em uma famosa piscina em Paris.

05/07/1945
O estadista e primeiro-ministro Winston Churchill é derrotado nas eleições gerais da Grã-Bretanha. O Partido Trabalhista do país volta ao poder.

05/07/1940
Durante a Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha e o governo Vichy na França quebram relações diplomáticas.

05/07/1932
António de Oliveira Salazar torna-se primeiro ministro de Portugal, governando o país como ditador pelos 36 próximos anos.

05/07/1922
Inicia-se um Estado de Sítio no Brasil que se estende até o final de 1923.

05/07/1914
Ocorre a primeira travessia de um aeroplano entre Rio de Janeiro e São Paulo. O vôo levou 4 horas e 40 minutos.

05/07/1854
No Brasil é passada a Lei Nabuco de Araújo, que reforçou a repressão ao tráfico negreiro.

05/07/1853
Devido ao boom do café, é re-fundado o Banco do Brasil.

05/07/1830
Os franceses ocupam a cidade norte-africana de Argel.

05/07/1811
A Venezuela declara sua independência da Espanha sob liderança de Simón Bolívar e Francisco de Miranda.

EVANGELHO DO DIA 05 DE JULHO


Evangelho segundo S. Marcos 6,1-6.

E partiu dali. Foi para a sua terra, e os discípulos seguiam-no. Chegado o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes enchiam-se de espanto e diziam: «De onde é que isto lhe vem e que sabedoria é esta que lhe foi dada? Como se operam tão grandes milagres por suas mãos? Não é Ele o carpinteiro, o filho de Maria e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E as suas irmãs não estão aqui entre nós?» E isto parecia-lhes escandaloso. Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua pátria, entre os seus parentes e em sua casa.» E não pôde fazer ali milagre algum. Apenas curou alguns enfermos, impondo-lhes as mãos. Estava admirado com a falta de fé daquela gente. Jesus percorria as aldeias vizinhas a ensinar.

Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
Catequeses, n° 29 (trad. Delhougne, Les Pères commentent, p. 264 rev.; cf SC 113, pp. 165ss.)

Crer em Jesus actualmente


Muitos não se cansam de dizer: «Se nós tivéssemos vivido na época dos apóstolos e se tivéssemos sido considerados dignos de ver Cristo como eles, também nos teríamos tornado santos como eles». Ignoram que Ele é o mesmo, Aquele que fala, agora como nesse tempo, em todo o universo. [...] A situação actual não é certamente a mesma que se vivia então, mas é a situação de hoje, de agora, que é muito mais feliz. Ela conduz-nos mais facilmente a uma fé e convicção mais profundas do que o facto de O ter visto e ouvido fisicamente.

Naquela época, com efeito, era um homem que aparecia àqueles que não tinham inteligência, um homem de condição humilde; mas actualmente é um Deus que nos é pregado, um Deus verdadeiro. Naquele tempo, Ele frequentava fisicamente os publicanos e os pecadores e comia com eles; mas agora está sentado à direita de Deus Pai, nunca tendo estado separado d'Ele de maneira nenhuma. [...] Na altura, até as pessoas sem valor o desprezavam dizendo: «Não é o filho de Maria e de José, o carpinteiro?» (Mc 6, 3; Jo 6, 42) Mas agora os reis e os príncipes adoram-n'O como Filho do verdadeiro Deus e o próprio Deus verdadeiro. [...] Então, era tido por um homem perecível e mortal entre todos os outros. Ele que é Deus sem forma e invisível recebeu, sem alteração nem mudança, uma forma num corpo humano; mostrou-Se totalmente homem, sem oferecer ao olhar nada mais do que os outros homens. Comeu, bebeu, dormiu, transpirou e cansou-Se; fez tudo o que os homens fazem, excepto o pecado.

Não era fácil reconhecer e crer que um homem daqueles era Deus, Aquele que fez o céu, a terra, e tudo o que eles contêm. [...] Deste modo, quem hoje escuta diariamente Jesus proclamar e anunciar através dos santos Evangelhos a vontade do Seu Pai abençoado sem Lhe obedecer com temor e estremecimento e sem cumprir os mandamentos também não teria aceitado acreditar n'Ele naquela época.

Sábado, 4 de Julho de 2009

ITÁLIA NÃO QUER IMIGRANTES ILEGAIS E APROVA DIURA LEI

ROMA - Duras medidas para combater a imigração ilegal e o crime se tornaram lei nesta quinta-feira na Itália, depois de o Senado ter dado seu aval para uma lei contestada pela oposição de centro-esquerda e pela Igreja católica.

A legislação torna a imigração ilegal um crime passível de punição com multa de até 10.000 euros (14.000 dólares) e eleva para seis meses o período de tempo em que imigrantes ilegais podem ser detidos em abrigos antes da repatriação.
Também permite que seja criada uma patrulha desarmada de cidadãos para ajudar a polícia e os soldados a combater o crime nas ruas e transforma em crime o ato de obrigar uma criança a pedir esmolas --medida que teria como alvo a comunidade cigana.
A lei foi apresentada pelo ministro do Interior, Roberto Maroni, membro da Liga do Norte, que faz campanha contra a imigração e é uma aliada do governo conservador do primeiro-ministro Silvio Berlusconi, eleito no ano passado com base em uma plataforma de defesa da lei e da ordem.
"Nós queremos dizer aos cidadãos que o governo está agindo para garantir sua segurança", disse ele nesta quinta-feira, depois de o governo ter obtido três votos de confiança no projeto.

VICE-PRESIDENTE JOSÉ ALENCAR VOLTOU A SER INTERNADO


O vice-presidente da República, José Alencar, voltou a ser internado em São Paulo, após passar mal em Brasília. Ele teria chegado ao Hospital Sírio-Libanês com fortes abdominais. O hospital não informou detalhes sobre o estado de saúde do vice, nem o motivo das dores.
Na quinta-feira, Alencar fez exames de rotina no hospital, para avaliar o tratamento que faz contra o câncer. No último dia 22, o vice-presidente iniciou a segunda etapa de um tratamento que faz em Houston, nos Estados Unidos, com um novo medicamento em fase de pesquisa.

BRASIL :A PRIMEIRA REPÚBLICA DOS LADRÕES ?

Antonio Ribeiro de Almeida (*) ( Dom Burundanga)

A tese não é minha e não vou roubá-la do seu autor, o escritor Ubaldo Ribeiro, da Academia Brasileira de Letras, que a defendeu na sua coluna dominical do jornal “O Estado de São Paulo”. A idéia é original e seu desenvolvimento é baseado no filme Guerra nas Estrelas. De uma galáxia distante vem povoar o Brasil um grupo de alienígenas cuja característica fundamental era roubar e mentir. Eles aqui aportaram, e não foi o Pedro Álvares Cabral, com a missão de fundar a Primeira República dos Ladrões. Este projeto vinha sendo adiado desde 1500 porque uma parte da população havia se convertido ao Catolicismo e procurava cumprir um mandamento de Deus, que eles até então desconheciam e que dizia “ Não roubar. “ Com a passagem do tempo eles não acreditaram mais em Deus e aderiram aos governantes portugueses que sempre roubavam. Eles foram séculos mais tarde muito bem descritos pelo escritor Oswald de Andrade que compreendendo a essência daquele povo escreveu no Manifesto Antropófago o seguinte: “ Só me interessa o que não é meu. “ No início do Manifesto ele escreve que só a antropofagia nos une, isto é, une os brasileiros. Isto significa que eles vivem comendo uns aos outros, mas o roubo estava mais ou menos equilibrado entre as diferentes classes. Acontece que no século XX e no início do século XXI uma classe destes alienígenas, que recebeu o nome de políticos do PT, resolveu roubar mais do que as outras classes. Eles foram eleitos por uma parte dos brasileiros de pouca cultura, primários e dominam o governo daquele país que até hoje não se sabe se a grafia correta do seu nome é Brasil com S ou com Z. O atual presidente, Sr. Luis Inácio Lula da Silva, ajudado pelo seu ministro da Justiça sempre declarou que “ não sabia “. Ministros do seu governo saíram sob a acusação de serem ladrões. No ano de 2007 até o presidente do Senado foi suspeito de receber dinheiro de uma grande construtora para pagar a pensão de sua amante com quem tem um filho. O Sr. Lula, eleito e reeleito com o apoio de bispos da Igreja Católica, fez da mentira uma ARTE e até determinou que no Ministério do Trabalho o exercício da PROSTITUIÇÃO seja considerada uma ocupação como eletricista, bombeiro, etc. Para diminuir a tensão naquele país os políticos da base parlamentar estão cogitando em fundar a I República dos Ladrões. Argumentam que ladrões sempre existiram nas outras repúblicas, mas uma república que seja comandada exclusivamente pelos ladrões é um fato novo e original na História da Terra.

(*) Doutor em Psicologia Social,FFCLRP- USP.

ribercor33@uol.com.br

PSOL FAZ A SARNEYLANDIA NO RIO DE JANEIRO

PSOL usa 'castelo da Sarneylândia' em protesto no Rio

PSOL fez ato no Rio com ‘fora Sarney’ e castelo da ‘Sarneylândia’, inspirado em Walt Disney. Renan Calheiros (PMDB) é irmão Metralha, Sarney o rato Mickey, Heráclito Fortes (DEM) como João Bafo de Onça e Ideli Salvati (PT-SC) a bruxa Maga Patológica. Líder do PSDB, Arthur Virgílio foi retratado como Pinóquio.

Comento : como os leitores deste blog devem ter obsevado raramente eu edito notícias sobre a política basileira e seus políticos. Abro execção para esta crítica do PSOL e não tenho editado sobre políticos porque estes marginais não merecem que perca tempo com eles. Procuro dar notas culturais, algumas curiosidade e o Brasil que foi melhor nos anos passados quando estes quadrilheiros não haviam tomado posse do país devido ao baixo nível de inteligência de boa parte do nosso povo e a nacional falta de caráter.


PSOL USA château de Sarneylândia "en signe de protestation à Rio

PSOL a agi à Rio avec "l'extérieur Sarney et le château" Sarneylândia, inspiré par Walt Disney. Renan Calheiros (PMDB) est le frère des armes à feu, Sarney Mickey Mouse, Héraclite Fortes (DEM) et John once de souffle et l'idéal Salvati (PT-SC) la sorcière Maga Pathology. Leader du PSDB, Arthur a été décrit comme Virgílio Pinocchio.

Commentaire: les lecteurs de ce blog devrait obsevado rarement puis-je modifier basileira actualité sur les politiques et les politiciens. Execção ouverts à cette critique de PSOL et j'ai édité politiques marginaux, parce qu'ils ne méritent pas de perdre du temps avec eux. Demandes notes culturelles, une certaine curiosité et que le Brésil était meilleure dans les années où gangster avait pris possession du pays en raison du faible niveau d'intelligence d'une bonne partie de notre peuple et de l'absence de caractère national.


PRIMEIRO LIVRO IMPRESSO NO BRASIL

"Este livro raríssimo é, aparentemente, o único realmente publicado no Brasil no século XVIII. Apesar do seu texto inocente, provocou violenta reação em Portugal. Seu impressor, Isidoro da Fonseca, foi preso e enviado para Lisboa e sua oficina foi apreendida. O simples fato de se poder imprimir no Brasil já constituía perigo de sedição". José Mindlin.

Da primeira tiragem deste pequeno livro, só há notícias de três: o da Biblioteca do Itamaraty, a da New York Public Library e o da coleção Rubens Borba de Morais, hoje sob a guarda da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin. Por essas que Rubens Borba dizia que evitava "mostrá-lo a bibliófilos novos". Completando, jocoso, "não gosto de provocar em colegas o desejo de encurtar as 'horas breves de meu contentamento'"

Veja algumas paginas nesta galeria ou o livro completo na Brasiliana Digital.