No Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, existem mais de dois milhões e quinhentos mil surdos e treze milhões de pessoas com deficiências auditivas. Um recurso da tecnologia digital na televisão poderá integrar uma boa parte desta população, hoje marginalizada em vários sentidos, numa vida quase normal. Para que isto aconteça é preciso que as emissoras de televisão e as novas televisões venham com o que chamam, em inglês, de “closed caption” e que foi traduzido no Congresso Nacional por “legenda oculta”. O recurso consiste no fato de que o telespectador acione uma tecla, no seu controle remoto, onde está escrito “CC” que mostrará, imediatamente, no rodapé do vídeo, sincronizado à imagem, a versão escrita, gerada pela emissora de tv, do que está sendo falado, seja um noticiário, uma novela, um programa de auditório,um filme, etc. Em 1997, no Jornal Nacional, a Rede Globo de Televisão foi pioneira na introdução deste recurso.
No ano seguinte o senador Lúcia Alcântara, do Ceará, apresentou ao Congresso o Projeto Lei 3.979 que obriga as emissoras de televisão e as fábricas de TV a adotarem esta inovação tecnológica. A “legenda oculta” viria nas duas formas que são usadas: a “on line”, em tempo real seja através da estenotipia ou o uso de um software de reconhecimento de voz e a forma “off-line” que é introduzida em programas gravados.
No ano 2000 o projeto estava no Senado e os senadores, sempre sensíveis às reivindicações dos donos das redes de tv, introduziram um artigo que a “legenda oculta” seria introduzida gradativamente, sendo após aprovação ( o que não consegui saber se o foi ou não) de apenas 10% da programação no primeiro ano e de quinze por cento em cada ano subseqüente e que os custos com o legendamento não atingisse o valor de 2% do orçamento anual bruto da emissora. E quem acredita que os donos das redes de TV precisam desta programação de gastos se no final de cada ano apresentam balancetes com lucros de bilhões de reais ?
Enquanto isto, nos Estados Unidos (sempre os Estados Unidos) e também no Canadá a “legenda oculta” está em quase 100% da programação e os aparelhos de tv contam com este recurso. No Brasil, as industrias de tv fizeram corpo mole. Algumas trazem o recurso “CC” nos aparelhos de tv e outras não. Se o projeto de lei tivesse sido mais exigente a industria teria aberto mais o mercado de trabalho para atender à legislação. Atualmente, a Rede Globo, no Jornal Nacional, a Record com o informativo de Boris Casoy e a Bandeirantes é que mostram “legenda oculta” . Alguns filmes da rede paga de TV mostram tanto o texto em português como em inglês.
Se a “legenda oculta” tivesse sido vigorosamente implantada em nosso país os benefícios mais imediatos seriam:
No ano seguinte o senador Lúcia Alcântara, do Ceará, apresentou ao Congresso o Projeto Lei 3.979 que obriga as emissoras de televisão e as fábricas de TV a adotarem esta inovação tecnológica. A “legenda oculta” viria nas duas formas que são usadas: a “on line”, em tempo real seja através da estenotipia ou o uso de um software de reconhecimento de voz e a forma “off-line” que é introduzida em programas gravados.
No ano 2000 o projeto estava no Senado e os senadores, sempre sensíveis às reivindicações dos donos das redes de tv, introduziram um artigo que a “legenda oculta” seria introduzida gradativamente, sendo após aprovação ( o que não consegui saber se o foi ou não) de apenas 10% da programação no primeiro ano e de quinze por cento em cada ano subseqüente e que os custos com o legendamento não atingisse o valor de 2% do orçamento anual bruto da emissora. E quem acredita que os donos das redes de TV precisam desta programação de gastos se no final de cada ano apresentam balancetes com lucros de bilhões de reais ?
Enquanto isto, nos Estados Unidos (sempre os Estados Unidos) e também no Canadá a “legenda oculta” está em quase 100% da programação e os aparelhos de tv contam com este recurso. No Brasil, as industrias de tv fizeram corpo mole. Algumas trazem o recurso “CC” nos aparelhos de tv e outras não. Se o projeto de lei tivesse sido mais exigente a industria teria aberto mais o mercado de trabalho para atender à legislação. Atualmente, a Rede Globo, no Jornal Nacional, a Record com o informativo de Boris Casoy e a Bandeirantes é que mostram “legenda oculta” . Alguns filmes da rede paga de TV mostram tanto o texto em português como em inglês.
Se a “legenda oculta” tivesse sido vigorosamente implantada em nosso país os benefícios mais imediatos seriam:
- Permitir que os surdos não fossem considerados cidadãos de segunda classe pois acompanhariam, na tv, os principais acontecimentos do país.
- Os idosos sairiam do isolamento imposto pela doença senil que leva à surdez;
- O surdo teria maior facilidade para aprendizagem efetiva da língua escrita
- s estrangeiros aprenderiam o português em menos tempo.


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